A Prefeitura de Sorriso está elaborando o Sorriso 2050, iniciativa de planejamento de longo prazo que busca orientar o desenvolvimento do município nas próximas décadas. A proposta reúne oito eixos estratégicos e considera aspectos como a dinâmica da economia local, os desafios da gestão pública, o equilíbrio fiscal e a redução das desigualdades.

A elaboração é conduzida pelas secretarias municipais de Planejamento (Seplan) e de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia, Inovação e Turismo (Semdet), com a participação do economista Ednilson de Oliveira.

“O Sorriso 2050 busca estabelecer uma referência de planejamento para as próximas décadas, conectando as prioridades das diferentes áreas da administração municipal às condições de financiamento e às perspectivas de desenvolvimento do município”, afirma o secretário municipal de Planejamento, George Lall.

A metodologia utiliza como referência o diagnóstico territorial baseado em evidências do Plano de Metas Mato Grosso 2050, iniciativa do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) voltada ao planejamento estratégico de longo prazo.

Oito eixos estratégicos

O plano está organizado em oito eixos: agroindústria e cadeias produtivas; logística e infraestrutura; ciência, tecnologia e inovação; educação, saúde e trabalho; inclusão produtiva e agricultura familiar; desenvolvimento urbano, habitação e mobilidade; sustentabilidade, água, energia e clima; e governança, finanças e internacionalização.

Cada eixo deverá reunir ações estruturantes e medidas operacionais, com diferentes horizontes de execução. A proposta é articular áreas como agronegócio, indústria, comércio, serviços, tecnologia, educação, saúde e infraestrutura, considerando seus impactos sobre a geração de renda e as condições de vida da população.

Outro objetivo é integrar os planos municipais e alinhar diretrizes de áreas como mobilidade urbana, habitação, saneamento básico, saúde, educação, assistência social, desenvolvimento econômico e meio ambiente. Segundo George Lall, o planejamento também precisa considerar a capacidade orçamentária e financeira do município, incluindo os desafios fiscais e os possíveis impactos da reforma tributária.

Metas e financiamento

O Sorriso 2050 prevê metas para 2030, 2040 e 2050, além da definição de projetos prioritários, indicadores de desempenho, estimativas de custos e fontes de financiamento. A proposta também considera a articulação com os instrumentos de planejamento e orçamento público: Plano Plurianual (PPA), Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e Lei Orçamentária Anual (LOA).

No eixo econômico, estão em estudo iniciativas para ampliar a agregação de valor à produção local, diversificar a economia e fortalecer as relações comerciais internacionais. Entre as possibilidades está a aproximação com o mercado chinês, por meio da Câmara de Comércio Sorriso–China.

O modelo de financiamento em análise considera diferentes alternativas, como recursos públicos, parcerias público-privadas, fundos setoriais e instrumentos de inovação. A definição dessas fontes deverá considerar a viabilidade financeira das iniciativas e sua integração ao planejamento municipal.