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prevenção

Semed fortalece ações com palestras voltadas ao combate à violência e orientação aos estudantes

Publicado em 30 de abril de 2026 às 13:48
São tratados diversos temas que envolve o cotidiano dos estudantes

Durante todo o ano letivo, a Secretaria Municipal de Educação e Cultura (Semed), por meio do projeto Guardiões e CEMTEC – Centro Municipal de Tecnologia e Robótica Educacional, intensificará as ações de combate à violência no ambiente educacional por meio de iniciativas que unem orientação, escuta e prevenção. A iniciativa integra as estratégias do projeto Guardiões, que atua em parceria com o Centro de Tecnologia, e aborda diversas temáticas.

Segundo a metodologia, as ações criam espaços de acolhimento para que crianças e adolescentes possam dialogar sobre questões do cotidiano. Entre os temas trabalhados estão o combate ao bullying e cyberbullying, conflitos familiares, prevenção às drogas, combate à exploração e ao abuso sexual infantil, violência de gênero, gestão das emoções, entre outros.

Como parte do cronograma, a Semed conta com o apoio do CEMTEC para o enfrentamento específico ao cyberbullying. As atividades são conduzidas pelo desenvolvedor de tecnologias educacionais Thiago Sauer Land e pela coordenadora de tecnologia e robótica, Emanuela Cordeiro de Souza. Durante as palestras, os alunos participam de um quiz interativo que avalia o comportamento nas redes sociais, estimulando a reflexão sobre o uso consciente da internet.

“O foco é desmistificar a ideia de que certas práticas virtuais são inofensivas. Nossa intenção foi esclarecer que tanto o bullying quanto o cyberbullying não são brincadeiras, e sim atitudes que podem se configurar como crime", declara Emanuela.

O bullying é reconhecido pela Lei nº 13.185/2015 como uma forma de violência sistemática, marcada por atitudes repetitivas de agressão física ou psicológica, praticadas de forma intencional com o objetivo de intimidar, ferir ou constranger outra pessoa. Muitas vezes, essas ações acontecem sem um motivo claro, mas causam dor, sofrimento e colocam a vítima em uma posição de vulnerabilidade, evidenciando um desequilíbrio de poder na relação.

No ambiente digital, esse comportamento ganha uma nova dimensão por meio do chamado cyberbullying. Diferente das situações presenciais, a violência virtual pode se espalhar rapidamente, alcançando um número muito maior de pessoas em pouco tempo. Comentários ofensivos, mensagens agressivas, exposição indevida e conteúdos humilhantes passam a circular em redes sociais, grupos de mensagens e outros espaços online, ampliando ainda mais o impacto emocional sobre quem sofre esse tipo de ataque.

Mais do que um conflito isolado entre quem agride e quem é agredido, o cyberbullying envolve um contexto mais amplo. Há também aqueles que assistem, compartilham, incentivam ou se omitem diante das situações. Por isso, compreender esse fenômeno exige olhar para todo o ambiente em que ele acontece, reforçando a importância de ações educativas que promovam empatia, responsabilidade e respeito nas relações, dentro e fora da internet.

Sobre os Guardiões, o professor José Roberto explica que o projeto visa reduzir os índices de violência escolar, especialmente em regiões com maior vulnerabilidade social. “As crianças, por mais pequenas que sejam, vivenciam situações de violência na rua e em casa, e não deixam isso fora da escola — acabam trazendo essas experiências para dentro do ambiente escolar, onde muitas vezes reproduzem esses comportamentos. Ter esse suporte, com orientação especializada, ajuda muito a conduzir esses momentos com mais segurança e diálogo”, relatou.

Para a secretária de Educação, a proposta busca prevenir e transformar as relações. “As ações preventivas buscam fortalecer o diálogo, a convivência escolar e a construção de uma cultura de paz, consolidando a escola como um ambiente de orientação e transformação social”, finaliza a secretária de Educação Adriana Reichert.

Imagens
Texto: Janaína Oliveira
Fotos: Sarah Ellen
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