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Saúde divulga novos dados de arboviroses

Publicado em 09 de abril de 2026 às 11:20

De 1.º de janeiro até o momento, Sorriso registrou 20 casos de dengue e dez de chikungunya, não houve registros de zika. Dos casos de dengue um, registrado em fevereiro, foi com sinais de alarme; além disso outros 10 casos testaram positivo para a enfermidade em janeiro, 6 em fevereiro e 3 em março. Em relação à chikungunya foram 3 registros em janeiro, 5 em fevereiro e 2 em março.

Os índices são considerados baixos e, para que tudo continue assim, é essencial o cuidado para garantir a eliminação de criadouros de Aedes aegypti. O mosquito, vale lembrar, é vetor de arboviroses como dengue, chikungunya e zika vírus, cujos dados são rotineiramente monitorados pela Semsa.

Os dados atualizados divulgados nesta manhã, 9 de abril, integram o relatório do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs) e constam no Sistema Sinan On-line.

Conforme a coordenadora de Vigilância em Saúde Ambiental, Claudete Damasceno, esse é o momento ideal para a população dar uma geral no quintal de casa e também na empresa. “Estamos no período chuvoso, é necessário eliminar criadouros nesse momento e manter esse olhar de forma contínua”, aconselha. “Não temos pico de arboviroses, não há procura elevada e queremos manter dessa forma”, reforça.

Armadilhas ovitrampas 

Recentemente, em 30 de março, a equipe da Vigilância em Saúde Ambiental divulgou uma nova leitura das armadilhas ovitrampas instaladas em Sorriso. Nas 567 armadilhas instaladas no Município foram coletados 45.583 ovos e, desse total 77%, isso é, mais de 35 mil das amostras coletadas positivaram para o Aedes aegypti, agente mosquito transmissor da dengue, zika e Chikungunya. Os dados foram coletados pela Vigilância em Saúde Ambiental na quinta-feira, dia 26 de março.

Dentre os índices de maior preocupação está o bairro Rota do Sol: com 34 armadilhas inspecionadas e a coleta de 5.024 ovos, 91% ou seja, 4.471 ovos positivaram para o Aedes aegypti.

Fase aguda e crônica 

“Precisamos lembrar que além da fase aguda a chikungunya apresenta uma fase crônica em que o paciente continua sentindo muita dor por um longo tempo”, frisa o médico e secretário de Saúde, Vanio Jordani. “Há pessoas que continuam sentindo dores por mais de seis meses”, destaca o profissional.

Caso suspeite ter contraído ou apresente sintomas de qualquer uma das arboviroses, a recomendação é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS). É lá que a população recebe o atendimento clínico e a orientação correta sobre como agir.

 Eliminando criadouros 

E a melhor forma de eliminar e evitar a doença é evitar que o mosquito nasça. “Como todo mundo já sabe a água parada – suja ou limpa; é o local ideal para disseminação de criadouros do Aedes aegypti, o tal mosquito transmissor da dengue, zika vírus e chikungunya”, pontua o gestor. Para evitar situações assim, as equipes da Vigilância em Saúde Ambiental estão diariamente na rua realizando trabalho de instrução e alerta.

E em cada visita, seja em comércios, pontos estratégicos (PEs) ou residências em que são detectados criadouros, as larvas são coletadas e testadas para o Aedes e o criadouro eliminado. Quando a suspeita se confirma os responsáveis são comunicados para que possam monitorar o surgimento de casos de dengue e realizar o pente fino eliminando outros possíveis criadouros que tenham passado despercebidos.

Hoje os principais problemas identificados pela equipe da Vigilância Ambiental são a água servida, aquela oriunda de esgoto doméstico ou empresarial e a sujeira nas bocas de lobo, situações propícias para a proliferação do mosquito.

 

Cuidando de casa

A orientação é que toda a semana a população tire dez minutos semanais para dar aquela conferida no espaço onde vive ou trabalha. A recomendação é evitar acúmulo de lixo, que além do Aedes aegypti também pode esconder animais peçonhentos como cobras, ratos, aranhas, escorpiões, dentre outros.

 

Denúncias 

Vale reforçar que para quem identificar situações com criadouros ou com suspeita, água servida descartada na rua e descarte de lixo em locais inapropriados, a recomendação é procurar a equipe técnica. As denúncias também podem ser realizadas diretamente ao Núcleo Integrado de Fiscalização (NIF) pelo número (66) 99927-2611. 

 

Coleta de resíduos sólidos 

Sempre é bom ficar de olho no calendário de coleta de resíduos sólidos – confira aqui o calendário de coleta de 2026, em que são recolhidos móveis e eletrodomésticos velhos e inservíveis; assim como restos da limpeza de jardins que incluem folhas e restos vegetais que podem servir como criadouro de insetos e animais peçonhentos, como a grama quando é cortada. O recomendado é descartar o material seguindo corretamente o calendário, evitando assim a formação de possíveis criadouros para o Aedes aegypti e outros animais peçonhentos.

Texto: Claudia Lazarotto
Fotos: Divulgação
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