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Trânsito

Mesmo com redução de acidentes com vítimas neste primeiro semestre, número registrado ainda preocupa

Publicado em 06 de agosto de 2020 às 08:53
Ações seguem sendo executadas em duas frentes: educação e investimentos em novas estruturas

Dos 766 acidentes registrados em Sorriso de janeiro a junho deste ano, 411 demandaram o atendimento do Corpo de Bombeiros às vítimas. Os dados divulgados pela Secretaria Municipal de Segurança Pública, Trânsito e Defesa Civil (Semsep) trazem um dado que merece atenção: neste universo de 411 ocorrências com algum ferido, 346 envolveram motocicletas, 54 foram atropelamentos a ciclistas e 11 foram atropelamentos a pedestres.

“São, sem dúvida, os usuários do trânsito mais expostos, por isso, estamos envidando esforços em todas as frentes para reduzir cada vez mais estes números, que são na verdade pessoas que amargam muito sofrimento na recuperação, que precisam se afastar do trabalho, ou que, infelizmente, podem até perder a vida, causando um sofrimento gigantesco, tanto para suas famílias, quanto para os demais envolvidos na fatalidade”, destaca o titular da Semsep, José Carlos Moura.

Ainda preocupantes, os números mostram uma redução em relação ao mesmo período de 2019, quando 455 acidentes com vítimas foram registrados no Município. Duas frentes de atuação vem sendo adotadas pela Semsep na busca de tornar menos violento o trânsito em Sorriso: de um lado, o reforço da sensibilização de todos os usuários de trânsito. Além do trabalho dos guardas municipais de trânsito na orientação de motoristas, realização de palestras em empresas e escolas, no fim do ano passado, a Prefeitura, junto com várias instituições, deu início à campanha Todos pela Vida.

“A iniciativa da campanha é justamente mostrar que cada pessoa é responsável por fazer um trânsito mais seguro, seja atravessando a rua no local indicado, seja mantendo toda a atenção no trânsito, deixando o celular de lado, seja respeitando a sinalização, enfim, buscamos envolver instituições públicas, privadas, clubes de serviço neste trabalho”, acrescenta Moura, reforçando que, por conta da pandemia, foi preciso pisar no freio nas ações da campanha, assim como na realização das palestras, já que, de uma maneira ou outra, as atividades acabavam resultado em aglomerações ou abordagens corpo-a-corpo.

Associada ao “plus” nas ações educativas, outra frente de trabalho focou na implantação de novos dispositivos de ordenamento do trânsito, como as rotatórias raiadas em formato de prato invertido. “Por meio do mapa de pontos mais perigosos, estamos investindo nestas estruturas, para garantir a fluidez do tráfego e reduzir, em breve o número de ocorrências, sempre com adesão de condutores e pedestres, mantendo a atenção e trafegando dentro dos limites de velocidade regulamentados”, destaca o gestor.

Segundo Moura, o valor investido em cada rotatória tem um custo médio de R$ 5 mil, incluindo despesas com concreto usinado, meio-fio, lajota, maquinário e mão-de-obra. A rotatória da Avenida Natalino João Brescansin, por exemplo, custou R$ 4.342,74, enquanto que a da Avenida Rio Grande do Sul, fechou em um valor de R$ 6.830,56.  Somente neste ano, foram ou ainda estão em implantação, 13 rotatórias no Município.

 

Além da construção das estruturas, é também frequente o trabalho da equipe da Semsep na renovação e no aumento da sinalização, seja com placas ou pintura nas vias mesmo, utilizando tinta termoplástica, que, por ser aplicada a altas temperaturas, seca mais rapidamente e pode ter uma durabilidade de até cinco anos. “Pedimos muita atenção de todos os usuários do trânsito, esteja a pessoa a pé, de bicicleta, de carro, de moto, enfim, que estejam focadas na sinalização, no limite de velocidade, para que estes números de acidentes possam ser reduzidos”, destaca o gestor.

Dados obtidos junto à Secretaria Municipal de Saúde e Saneamento (Semsas) mostram que 50% de todos os atendimentos no Centro de Reabilitação Renascer são voltados à recuperação das vítimas de acidentes de trânsito. Além disso, ainda de acordo com a Semsas, o tempo médio para que uma pessoa que teve fratura em membro superior volte ao trabalho, é de, no mínimo, 45 dias. Se a fratura for em membro inferior, o intervalo de tempo aumenta para 90 dias. Se o item “custo” for levado em consideração, de acordo com a tabela utilizada para a compra de serviços pelo Consórcio Intermunicipal de Saúde do Vale do Teles Pires, somente uma cirurgia de joelho pode chegar a R$ 8 mil.

Imagens
Nádia Mastela
Fotos: Decom | Semsep

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