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Março Mulher: Seminário alerta para necessidade de romper o ciclo da violência

Publicado em 13 de março de 2026 às 12:39

“Denunciar um ato de violência é coragem; é erguer a voz para uma luta onde há ainda muito silêncio”, frisa a primeira-dama e secretária da Mulher e da Família de Sorriso, Mara Fernandes ao participar do Seminário Março Mulher – Vidas, Direitos e Proteção Integral sediado pelo Município.

Em andamento desde o início da manhã no Auditório Farroupilha do Centro de Eventos Ari José Riedi, o Seminário reúne instituições como o Poder Judiciário, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Instituto Brasileiro de Direito da Família (IBDFam), Instituto Mato-grossense de Advocacia Network (Iman) e a Câmara Municipal de Vereadores de Sorriso no debate a cerca das várias formas de violência contra a mulher.

Diretora do IBDFam, Emanouelly Costa Nadaf, frisa que a violência contra a mulher está inserida em toda a sociedade. “Há a violência física, a violência patrimonial e psicológica, todas deixam marcas profundas nas mulheres e nas famílias”, alerta. Fundadora e presidente do Iman, a advogada Tatiana Barros Ramalho, ressalta a importância do evento. “Sorriso sedia hoje um evento com um debate nacional a cerca da violência, o Município tem políticas públicas para o acolhimento dessas vítimas; esse é um debate amplo e que precisa envolver toda a comunidade”, diz. “Inclusive os homens, é essencial que eles venham par ao debate”, completa Mara.

A programação do início da manhã avançou no debate de políticas públicas para romper o ciclo da violência contra a mulher e crianças e abordou o tema da violência doméstica e o ciclo invisível da dor.

 Logo mais a partir das 13h30, o Seminário abordará o painel crianças invisíveis vítimas do feminicídio e na sequência versará sobre adoção e acolhimento, um olhar sobre a reconstrução da vida.

Às 16 horas terá início a palestra do jornalista e escritor pernambucano, Klester Cavalcanti, autor da obra “Matou uma, matou todas: Histórias reais de vítimas de feminicídio no Brasil". Publicado em 2025, o livro é uma reportagem que expõe a violência de gênero no país ao narrar casos reais, abordando o machismo estrutural e evidenciando que 90% dos agressores são familiares. No livro, Cavalcanti traz o relato de vítimas, mostra o impacto familiar e como se dá o ciclo da violência.

Já às 17 horas inicia o painel “Do silêncio à Lei 14.994/2024 – Avanço Normativo no enfretamento ao feminicídio”  que tem como convidada a senadora Margereth Buzetti com a participação da desembargadora do Tribunal de Justiça do Amazonas, Mirza Telma de Oliveira Cunha e a advogada Glaucia Amaral. A previsão é que o Seminário se estenda até às 18 horas.

A reflexão de hoje, reforça Mara, tem como objetivo debater o fim da violência contra a mulher. “Quer seja violência física, psicológica, patrimonial, enfim, toda e qualquer forma de violência contra a mulher”, salienta. O encontro é voltado a acadêmicos de direito, psicologia, integrantes do Conselho Tutelar e de todas as secretarias com atuação direta junto a esses públicos, além de integrantes da Rede Unificada de Proteção às Mulheres, Idosos, Crianças e Adolescentes.

Imagens
Texto: Claudia Lazarotto
Fotos: Ney Pinheiro
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